22/11/2010
POR QUE VOCÊ FOGE TANTO DE VOCÊ MESMO?...
Somente existe liberdade interior e simplicidade de ações se houver amor no coração; e amor como ele é: sem fingimento e praticado em verdade clara e sábia; posto que não baste amar de algum modo..., por vezes amando sem consciência de que amor é uma decisão e uma escolha, sempre em bondade, justiça e verdade/realidade; visto que o amor é sábio e sabe se portar; por isso, não se realiza sem coerência com o tempo e o modo da sabedoria.
A simples definição acima soa utópica, ou assustadora, caso não seja utópica; e isto em razão de que a maioria vive em níveis tão básicos de raiva e de ressentimento, que, a simples expressão do que seja a liberdade pela via do amor [única liberdade possível], assusta; posto que pareça se distanciar como algo que seja alcançável por nós.
Ora, que dizer então do “conhece-te a ti mesmo”...? Ou do “sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração”...? Ou ainda da afirmação de “aquele que controla a sua própria língua é perfeito varão”...?
Interessante é que enquanto fugimos de nós mesmos nos inscrevemos para estudar Deus, para aprender teologia, ou para conhecer a vontade de Deus por revelação mística, ou mesmo para tentar saber o que nos aguarda no futuro; e indo mais distante ainda... acho muito interessante quando dizemos saber o que Deus pensa..., ou por que Ele fez as coisas como elas são...; ou quando reclamamos por não entendermos Quem Ele é ou a razão de Seus caminhos...
O homem diz que não consegue conhecer a si mesmo e nem escolher o caminho da liberdade pelo amor que se expressa em verdade e fatos de sabedoria — enquanto se candidata a saber Deus, a dizer Deus, a explicar Deus, ou a questionar Deus...
Sim, para dentro dele, do homem..., nada; mas em relação ao Infinito, o homem quer saber tudo.
Ou seja:
O homem foge de sua tarefa interior de auto-conhecimento enquanto se candidata a entender e explicar Deus!
Na realidade a tarefa do auto-conhecimento só nos é possível em amor e confiança na Graça de Deus, em total descanso em fé; pois, do contrário, o que o homem conhecerá em si mesmo não será exatamente quem ele próprio possa ser, mas apenas o abismo labiríntico no qual o seu interior se tornou..., enquanto ele busca partes de si na escuridão do nada...
Então, quer dizer que para me conhecer eu tenho que antes conhecer a Graça e o Amor de Deus..., ao mesmo tempo em que você diz que isto não é possível pela própria condição limitada do ser humano? — você indaga.
Sim! É isto mesmo!
Para conhecer a mim mesmo eu preciso conhecer a Deus pela via da entrega em fé, e não pela razão espremida pela lógica que aleijou a racionalidade que antes sempre esteve aberta para a Graça e para o milagre do encontro com Deus.
Daí a humanidade até hoje celebrar como mestres do auto-conhecimento justamente aqueles que viveram no tempo em que razão não era sinônimo de lógica; mas sim de um sentido para além da própria lógica: a verdadeira racionalidade; que é a não limitação do entendimento às lógicas da razão anã; ao contrário, trata-se da integração de todas as variáveis da realidade, as visíveis, as invisíveis, as quantificáveis, as não quantificáveis, as sensoriais e as extra-sensoriais, as pensadas e as intuídas.
Neste mundo somente conheceu a si mesmo aquele que se entregou a Deus sem nada nas mãos além de nada nas mãos, em entrega...
Assim, até a viagem do auto-conhecimento não acontece pela lógica, mas pela entrega à serenidade que repousa na aceitação do amor de Deus por todos nós.
Isto, no entanto, só acontece acontecendo...
Sim, tem que ser o resultado de uma decisão de loucura de confiança no sentido da vida, em Deus.
Sem tal insanidade para os padrões lógicos ninguém conhece a Deus.
Na verdade Deus é Loucura.
Tudo em Deus é Loucura para a mente do homem...
Portanto, a verdadeira entrega a Deus é entrega à fé como loucura.
Ora, é quando isto acontece que se começa a andar nas mãos de Deus, em chão invisível, em caminho não visto pelos olhos...
É também aí que naturalmente começa a surgir a luz que nos faz conhecer a nós mesmos, tanto mais quanto mergulhemos em Deus como loucura de fé.
Ou alguém pensaria ou imaginaria que o encontro entre o finito e o infinito seria algo que poderia acontecer fora do ambiente da contradição e da loucura?
Afinal, afirmar que foi o Amor que criou todas as coisas nos parece ser apenas poesia, mas não fato da existência...
Entretanto, como eu dizia no início..., como a maioria crê que existe, mas não crê mesmo que Deus exista e seja... — prefere-se estudar Deus, pois as implicações não nos alcançam no nível da implicação pessoal de andar em amor e verdade a fim de que se conheça a si mesmo.
É nesse limbo que os mais piedosos entre nós ainda vivem...
Mas a verdade é uma só:
Sem entrega louca ao amor de Deus ninguém conhece a Deus, e, portanto, ninguém conhece a si mesmo!
Qualquer outra hipótese não passa de mera falácia e diletantismo sem realidade.
Pense nisso!
Caio Fábio
FONTE: http://www.caiofabio.net/conteudo.asp?codigo=05132
A simples definição acima soa utópica, ou assustadora, caso não seja utópica; e isto em razão de que a maioria vive em níveis tão básicos de raiva e de ressentimento, que, a simples expressão do que seja a liberdade pela via do amor [única liberdade possível], assusta; posto que pareça se distanciar como algo que seja alcançável por nós.
Ora, que dizer então do “conhece-te a ti mesmo”...? Ou do “sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração”...? Ou ainda da afirmação de “aquele que controla a sua própria língua é perfeito varão”...?
Interessante é que enquanto fugimos de nós mesmos nos inscrevemos para estudar Deus, para aprender teologia, ou para conhecer a vontade de Deus por revelação mística, ou mesmo para tentar saber o que nos aguarda no futuro; e indo mais distante ainda... acho muito interessante quando dizemos saber o que Deus pensa..., ou por que Ele fez as coisas como elas são...; ou quando reclamamos por não entendermos Quem Ele é ou a razão de Seus caminhos...
O homem diz que não consegue conhecer a si mesmo e nem escolher o caminho da liberdade pelo amor que se expressa em verdade e fatos de sabedoria — enquanto se candidata a saber Deus, a dizer Deus, a explicar Deus, ou a questionar Deus...
Sim, para dentro dele, do homem..., nada; mas em relação ao Infinito, o homem quer saber tudo.
Ou seja:
O homem foge de sua tarefa interior de auto-conhecimento enquanto se candidata a entender e explicar Deus!
Na realidade a tarefa do auto-conhecimento só nos é possível em amor e confiança na Graça de Deus, em total descanso em fé; pois, do contrário, o que o homem conhecerá em si mesmo não será exatamente quem ele próprio possa ser, mas apenas o abismo labiríntico no qual o seu interior se tornou..., enquanto ele busca partes de si na escuridão do nada...
Então, quer dizer que para me conhecer eu tenho que antes conhecer a Graça e o Amor de Deus..., ao mesmo tempo em que você diz que isto não é possível pela própria condição limitada do ser humano? — você indaga.
Sim! É isto mesmo!
Para conhecer a mim mesmo eu preciso conhecer a Deus pela via da entrega em fé, e não pela razão espremida pela lógica que aleijou a racionalidade que antes sempre esteve aberta para a Graça e para o milagre do encontro com Deus.
Daí a humanidade até hoje celebrar como mestres do auto-conhecimento justamente aqueles que viveram no tempo em que razão não era sinônimo de lógica; mas sim de um sentido para além da própria lógica: a verdadeira racionalidade; que é a não limitação do entendimento às lógicas da razão anã; ao contrário, trata-se da integração de todas as variáveis da realidade, as visíveis, as invisíveis, as quantificáveis, as não quantificáveis, as sensoriais e as extra-sensoriais, as pensadas e as intuídas.
Neste mundo somente conheceu a si mesmo aquele que se entregou a Deus sem nada nas mãos além de nada nas mãos, em entrega...
Assim, até a viagem do auto-conhecimento não acontece pela lógica, mas pela entrega à serenidade que repousa na aceitação do amor de Deus por todos nós.
Isto, no entanto, só acontece acontecendo...
Sim, tem que ser o resultado de uma decisão de loucura de confiança no sentido da vida, em Deus.
Sem tal insanidade para os padrões lógicos ninguém conhece a Deus.
Na verdade Deus é Loucura.
Tudo em Deus é Loucura para a mente do homem...
Portanto, a verdadeira entrega a Deus é entrega à fé como loucura.
Ora, é quando isto acontece que se começa a andar nas mãos de Deus, em chão invisível, em caminho não visto pelos olhos...
É também aí que naturalmente começa a surgir a luz que nos faz conhecer a nós mesmos, tanto mais quanto mergulhemos em Deus como loucura de fé.
Ou alguém pensaria ou imaginaria que o encontro entre o finito e o infinito seria algo que poderia acontecer fora do ambiente da contradição e da loucura?
Afinal, afirmar que foi o Amor que criou todas as coisas nos parece ser apenas poesia, mas não fato da existência...
Entretanto, como eu dizia no início..., como a maioria crê que existe, mas não crê mesmo que Deus exista e seja... — prefere-se estudar Deus, pois as implicações não nos alcançam no nível da implicação pessoal de andar em amor e verdade a fim de que se conheça a si mesmo.
É nesse limbo que os mais piedosos entre nós ainda vivem...
Mas a verdade é uma só:
Sem entrega louca ao amor de Deus ninguém conhece a Deus, e, portanto, ninguém conhece a si mesmo!
Qualquer outra hipótese não passa de mera falácia e diletantismo sem realidade.
Pense nisso!
Caio Fábio
FONTE: http://www.caiofabio.net/conteudo.asp?codigo=05132
15/11/2010
12/11/2010
SUPERIOR POR FORA, FRACO POR DENTRO
O salmo 142 tem sua conexão histórica com o episódio de Davi poupando a vida de Saul, quando este aliviava o ventre dentro de uma caverna; e foi poupado pelo seu genro, o poeta de Israel, o herói que vencera o gigante Golias: Davi.
Uma vez tendo demonstrado a Saul que se desejasse poderia tê-lo matado dentro da gruta, enquanto o rei estava nu, Davi prosseguiu o seu caminho...mas com pesar.
Até mesmo Saul teve um acesso de arrependimento e foi pelo caminho reconhecendo que Davi era mais digno do que ele.
A questão é que a vitória da nobreza nem sempre produz sossego no coração.
Davi “vencera”, mas sua alma não desejava ter que estar “vencendo”.
O que ele queria era não precisar prevalecer, pois o que ele almejava era a paz.
A maior demonstração disso é o salmo que surge como expressão da alma de Davi “depois da vitória”.
Leia:
Com a minha voz clamo ao Senhor; com a minha voz ao Senhor suplico.
Derramo perante ele a minha queixa; diante dele exponho a minha tribulação.
Quando dentro de mim esmorece o meu espírito, então tu conheces a minha vereda.
No caminho em que eu ando ocultaram-me um laço. Olha para a minha mão direita, e vê, pois não há quem me reconheça; refúgio me faltou; ninguém se interessa por mim.
A ti, ó Senhor, clamei; eu disse: Tu és o meu refúgio, o meu quinhão na terra dos viventes.
Atende ao meu clamor, porque estou muito abatido; livra-me dos meus perseguidores, porque são mais fortes do que eu.
Tira a minha alma do cárcere, para que eu louve o teu nome; os justos me rodearão, pois me farás muito bem.
O salmo tem as seguintes divisões no seu fluxo psico-teológico:
1. A total franqueza espiritual de chamar a tribulação pelo nome de tribulação:
Com a minha voz clamo ao Senhor; com a minha voz ao Senhor suplico. Derramo perante ele a minha queixa; diante dele exponho a minha tribulação.
Hoje em dia tal oração não seria recomendada pelos atuais propositores da neuro-linguistica cristã. Nem mais para Deus se pode falar com franqueza. Deus foi substituído pela “mecânica de funcionamento das leis do sucesso”. E isto inclui não confessar tribulação nem mesmo para Deus. “Enfraquece”, é o pensam.
2. A descrição da natureza da tribulação:
a) No caminho em que eu ando ocultaram-me um laço:
O que denota a total insegurança dele. Ele sabia que não andava em caminhos que não fossem minados.
b) Olha para a minha mão direita, e vê, pois não há quem me reconheça:
Nem mesmo entre os que ficavam à “direita”—ou seja: no lugar da confiança—, ele podia encontrar a certeza de que sabiam quem ele era.
O sentimento de deixar de ser “reconhecido” como ser e essência é algo desolador.
Quem já se sentiu não “reconhecido” como ser-caráter sabe a dor que causa descobrir que não há em volta ninguém que saiba qual é a sua essência.
c) Refúgio me faltou; ninguém se interessa por mim:
Esse é o sentimento da pessoa que sabe que não há “conspirações em seu favor”. Tal pessoa está só. Não há solidariedades sendo planejadas com a finalidade de facilitar-lhe a sua vida.
3. A consciência do papel terapêutico e auto-revelador da tribulação:
Quando dentro de mim esmorece o meu espírito, então tu conheces a minha vereda.
Davi sabia que aquele era o tempo mais profundo de sua existência, e que mesmo em meio a tais desconfortos e inseguranças, ainda assim, quem haveria de sair ganhando era ele mesmo. Afinal, seria sob a insegurança que sua alma aprenderia quem era Deus e quem ela própria era em sua consistência.
Tribulação produz auto-conhecimento, quando a alma é piedosa!
4. A demonstração da atitude certa frente a tribulação:
A ti, ó Senhor, clamei; eu disse: Tu és o meu refúgio, o meu quinhão na terra dos viventes.
Somente quem possui a certeza de que a maior tribulação desta vida não diminui o quinhão e o tesouro do ser, é quem pode fazer sua “queixa”, reconhecer a natureza de suas angustias, discernir que há uma terapia em curso em meio ao processo, e, ainda assim, manter uma atitude confiante.
5. A prática da lógica da oração do atribulado:
a) Atende ao meu clamor, porque estou muito fraco.
Diante de Deus é a confissão da fraqueza que produz o poder da Graça.
b) Livra-me dos meus perseguidores, porque são mais fortes do que eu.
Diante de Deus não se espera nada além de realidade. Se os inimigos são mais fortes que sejam admitidos como tais.
c) Tira a minha alma do cárcere, para que eu louve o teu nome; os justos me rodearão, pois me farás muito bem.
Diante de Deus a alma que reconhece o valor terapêutico da tribulação não tem que manter nenhum compromisso com nenhuma forma de masoquismo espiritual.
A tribulação pode me fazer bem, mas é meu direito pedir a Deus que me livre dela, e que me cerque de boas companhias, dando-me uma vida boa.
Assim, o Davi que vencia em nobreza para “o lado de fora”, era o mesmo que experimentava a “vitória” como tristeza, pois seu grande desejo era não ter que ser campeão daquele tipo de competição.
Desse modo vê-se a força do guerreiro se conciliar com a dor e a sensibilidade do homem.
É desta síntese entre o forte e nobre, e o fraco e humilde, que nasce o tipo de alma que cresce para se tornar segundo o coração de Deus.
Caio Fábio
Fonte: http://www.caiofabio.net/conteudo.asp?codigo=02717
Uma vez tendo demonstrado a Saul que se desejasse poderia tê-lo matado dentro da gruta, enquanto o rei estava nu, Davi prosseguiu o seu caminho...mas com pesar.
Até mesmo Saul teve um acesso de arrependimento e foi pelo caminho reconhecendo que Davi era mais digno do que ele.
A questão é que a vitória da nobreza nem sempre produz sossego no coração.
Davi “vencera”, mas sua alma não desejava ter que estar “vencendo”.
O que ele queria era não precisar prevalecer, pois o que ele almejava era a paz.
A maior demonstração disso é o salmo que surge como expressão da alma de Davi “depois da vitória”.
Leia:
Com a minha voz clamo ao Senhor; com a minha voz ao Senhor suplico.
Derramo perante ele a minha queixa; diante dele exponho a minha tribulação.
Quando dentro de mim esmorece o meu espírito, então tu conheces a minha vereda.
No caminho em que eu ando ocultaram-me um laço. Olha para a minha mão direita, e vê, pois não há quem me reconheça; refúgio me faltou; ninguém se interessa por mim.
A ti, ó Senhor, clamei; eu disse: Tu és o meu refúgio, o meu quinhão na terra dos viventes.
Atende ao meu clamor, porque estou muito abatido; livra-me dos meus perseguidores, porque são mais fortes do que eu.
Tira a minha alma do cárcere, para que eu louve o teu nome; os justos me rodearão, pois me farás muito bem.
O salmo tem as seguintes divisões no seu fluxo psico-teológico:
1. A total franqueza espiritual de chamar a tribulação pelo nome de tribulação:
Com a minha voz clamo ao Senhor; com a minha voz ao Senhor suplico. Derramo perante ele a minha queixa; diante dele exponho a minha tribulação.
Hoje em dia tal oração não seria recomendada pelos atuais propositores da neuro-linguistica cristã. Nem mais para Deus se pode falar com franqueza. Deus foi substituído pela “mecânica de funcionamento das leis do sucesso”. E isto inclui não confessar tribulação nem mesmo para Deus. “Enfraquece”, é o pensam.
2. A descrição da natureza da tribulação:
a) No caminho em que eu ando ocultaram-me um laço:
O que denota a total insegurança dele. Ele sabia que não andava em caminhos que não fossem minados.
b) Olha para a minha mão direita, e vê, pois não há quem me reconheça:
Nem mesmo entre os que ficavam à “direita”—ou seja: no lugar da confiança—, ele podia encontrar a certeza de que sabiam quem ele era.
O sentimento de deixar de ser “reconhecido” como ser e essência é algo desolador.
Quem já se sentiu não “reconhecido” como ser-caráter sabe a dor que causa descobrir que não há em volta ninguém que saiba qual é a sua essência.
c) Refúgio me faltou; ninguém se interessa por mim:
Esse é o sentimento da pessoa que sabe que não há “conspirações em seu favor”. Tal pessoa está só. Não há solidariedades sendo planejadas com a finalidade de facilitar-lhe a sua vida.
3. A consciência do papel terapêutico e auto-revelador da tribulação:
Quando dentro de mim esmorece o meu espírito, então tu conheces a minha vereda.
Davi sabia que aquele era o tempo mais profundo de sua existência, e que mesmo em meio a tais desconfortos e inseguranças, ainda assim, quem haveria de sair ganhando era ele mesmo. Afinal, seria sob a insegurança que sua alma aprenderia quem era Deus e quem ela própria era em sua consistência.
Tribulação produz auto-conhecimento, quando a alma é piedosa!
4. A demonstração da atitude certa frente a tribulação:
A ti, ó Senhor, clamei; eu disse: Tu és o meu refúgio, o meu quinhão na terra dos viventes.
Somente quem possui a certeza de que a maior tribulação desta vida não diminui o quinhão e o tesouro do ser, é quem pode fazer sua “queixa”, reconhecer a natureza de suas angustias, discernir que há uma terapia em curso em meio ao processo, e, ainda assim, manter uma atitude confiante.
5. A prática da lógica da oração do atribulado:
a) Atende ao meu clamor, porque estou muito fraco.
Diante de Deus é a confissão da fraqueza que produz o poder da Graça.
b) Livra-me dos meus perseguidores, porque são mais fortes do que eu.
Diante de Deus não se espera nada além de realidade. Se os inimigos são mais fortes que sejam admitidos como tais.
c) Tira a minha alma do cárcere, para que eu louve o teu nome; os justos me rodearão, pois me farás muito bem.
Diante de Deus a alma que reconhece o valor terapêutico da tribulação não tem que manter nenhum compromisso com nenhuma forma de masoquismo espiritual.
A tribulação pode me fazer bem, mas é meu direito pedir a Deus que me livre dela, e que me cerque de boas companhias, dando-me uma vida boa.
Assim, o Davi que vencia em nobreza para “o lado de fora”, era o mesmo que experimentava a “vitória” como tristeza, pois seu grande desejo era não ter que ser campeão daquele tipo de competição.
Desse modo vê-se a força do guerreiro se conciliar com a dor e a sensibilidade do homem.
É desta síntese entre o forte e nobre, e o fraco e humilde, que nasce o tipo de alma que cresce para se tornar segundo o coração de Deus.
Caio Fábio
Fonte: http://www.caiofabio.net/conteudo.asp?codigo=02717
10/11/2010
Perdoa, vai ...
Sim, perdoa. Não vale a pena carregar tanto peso nas costas.
Não perdoar é andar com uma bomba-relógio no coração. A cada dia que passa resta menos tempo de vida feliz, de vida abundante. Quando não perdôo, acabo ouvindo o tic-tac da bomba me lembrando que essa coisa vai explodir a qualquer momento.
Desisti de esperar pedidos de perdão que nunca vieram. Também noutros tempos cansei de pedir perdão aos meus ofensores, crendo que dessa maneira eu poderia contornar o conflito.
Bobagem! Isso não resolve.
O que resolve é perdoar, e isso é algo que tem início no íntimo de quem sofreu a afronta. Jesus exorta a mim e aos que estão ao meu lado sobre o que Deus fará, “se do íntimo vocês não perdoarem cada um a seu irmão” (Mateus 18:35). Veja bem: “se do íntimo”. É lá dentro, no íntimo do coração que tudo deve acontecer. Porque, se lá “no íntimo” ocorrer o perdão, então todo o restante do corpo receberá os frutos abençoadores dessa ação.
Já aprendi que quando alguém me ofende ele está apenas tentando jogar sobre mim o seu próprio lixo. Então, perdoar é me livrar do lixo que tentam jogar sobre mim. Aprendi também que a ofensa é como veneno de aranha que, uma vez inoculada, liquidifica a vítima por dentro, transformando-a numa casca ambulante. O envenenado pela ofensa fica apenas com aparência de vida, mas já está morto por dentro.
O perdão, contudo, é o antídoto. O perdão neutraliza o veneno do dardo inflamado e me mantém de pé e muito vivo, a despeito da agressão, do atrevimento, do desprezo, da armadilha.
Fique certo, o perdão me livra dessa tranqueira toda, malcheirosa, que atrai moscas pra perto do meu inconsciente. Eu é que sou liberto quando perdôo o meu agressor.
Deus já sabia que os perversos iriam tentar tirar a minha paz. Por isso Ele me consola dizendo: “A minha paz voz dou.” Sabendo disso, quando sou agredido olho bem de perto nos olhos de Jesus, pois ele é “homem de dores que sabe o que é padecer” (Isaias 53:3), e me consolo em Sua Paz.
Mesmo quando o agressor não me pede perdão, e sequer reconhece o seu erro, entro no meu quarto e oro a Deus. Declaro em alto e bom som que estou perdoando tudo o que ele fez e tramou contra mim.
Eu obedeço a Jesus que me diz: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mateus 6:6).
A recompensa? A recompensa é uma vida abundante, sem neuras, uma vida totalmente desencanada e feliz.
Eu garanto que se você fizer o mesmo, a bomba relógio será desativada, o veneno vai ser neutralizado e você voltará a ser quem sempre foi, um perdoado por Deus, que sabe que o melhor caminho ainda é o do perdão.
Se um dia você for surpreendido com o ofensor à sua frente lhe pedindo perdão, ótimo. Mas quando ele fizer isso, só ele será liberto, porque você já foi faz tempo...
Samuel Costa da Silva
http://samuelcostablog.blogspot.com/
Não perdoar é andar com uma bomba-relógio no coração. A cada dia que passa resta menos tempo de vida feliz, de vida abundante. Quando não perdôo, acabo ouvindo o tic-tac da bomba me lembrando que essa coisa vai explodir a qualquer momento.
Desisti de esperar pedidos de perdão que nunca vieram. Também noutros tempos cansei de pedir perdão aos meus ofensores, crendo que dessa maneira eu poderia contornar o conflito.
Bobagem! Isso não resolve.
O que resolve é perdoar, e isso é algo que tem início no íntimo de quem sofreu a afronta. Jesus exorta a mim e aos que estão ao meu lado sobre o que Deus fará, “se do íntimo vocês não perdoarem cada um a seu irmão” (Mateus 18:35). Veja bem: “se do íntimo”. É lá dentro, no íntimo do coração que tudo deve acontecer. Porque, se lá “no íntimo” ocorrer o perdão, então todo o restante do corpo receberá os frutos abençoadores dessa ação.
Já aprendi que quando alguém me ofende ele está apenas tentando jogar sobre mim o seu próprio lixo. Então, perdoar é me livrar do lixo que tentam jogar sobre mim. Aprendi também que a ofensa é como veneno de aranha que, uma vez inoculada, liquidifica a vítima por dentro, transformando-a numa casca ambulante. O envenenado pela ofensa fica apenas com aparência de vida, mas já está morto por dentro.
O perdão, contudo, é o antídoto. O perdão neutraliza o veneno do dardo inflamado e me mantém de pé e muito vivo, a despeito da agressão, do atrevimento, do desprezo, da armadilha.
Fique certo, o perdão me livra dessa tranqueira toda, malcheirosa, que atrai moscas pra perto do meu inconsciente. Eu é que sou liberto quando perdôo o meu agressor.
Deus já sabia que os perversos iriam tentar tirar a minha paz. Por isso Ele me consola dizendo: “A minha paz voz dou.” Sabendo disso, quando sou agredido olho bem de perto nos olhos de Jesus, pois ele é “homem de dores que sabe o que é padecer” (Isaias 53:3), e me consolo em Sua Paz.
Mesmo quando o agressor não me pede perdão, e sequer reconhece o seu erro, entro no meu quarto e oro a Deus. Declaro em alto e bom som que estou perdoando tudo o que ele fez e tramou contra mim.
Eu obedeço a Jesus que me diz: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mateus 6:6).
A recompensa? A recompensa é uma vida abundante, sem neuras, uma vida totalmente desencanada e feliz.
Eu garanto que se você fizer o mesmo, a bomba relógio será desativada, o veneno vai ser neutralizado e você voltará a ser quem sempre foi, um perdoado por Deus, que sabe que o melhor caminho ainda é o do perdão.
Se um dia você for surpreendido com o ofensor à sua frente lhe pedindo perdão, ótimo. Mas quando ele fizer isso, só ele será liberto, porque você já foi faz tempo...
Samuel Costa da Silva
http://samuelcostablog.blogspot.com/


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